Comunidades Açorianas

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Língua:
AS TRES ILHOAS
Línguas disponíveis:
Enio Carvalho Dias
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Originalmente
escrito em:
Português
Situação:
Em apreciação
Outros dados:
Co-Autor(es):
Tipo:
Varia (Outros)
Tema:
Genealogia
Subtema:
AS TRES ILHOAS
Referência geográfica do conteúdo:
Brasil
Referência Primeira Publicação:
AS TRES ILHOAS
Palavras-Chave:
AÇORES, BRASIL
Resumo:
Estudando a genealogia da familia Junqueira, várias menções são feitas sobre as 3 ilhoas procedentes dos Açores.

Desde o início de 1720, a imigração açoriana se fez notar no Brasil meridional, principalmente nas Províncias de Minas Gerais e São Paulo. A densidade populacional e os constantes tremores de terra, erupções vulcânicas e as crises alimentares com a super-população das ilhas que formam o Arquipélago dos Açores, impulsionou os habitantes a solicitar à Coroa portuguesa autorização para a vinda para o Brasil.
Diante da possibilidade de povoar a nova colônia (onde a maioria dos habitantes era de aventureiros e homens solteiros que vieram em busca das minas de ouro e diamantes), com casais que iam fixar-se na terra, o Governo português autorizou a emigração.
As famílias foram chegando e estabeleceram-se principalmente na Província de São Paulo, que compreendia a Ilha de Santa Catarina (depois Capitania de Santa Catarina, hoje Estado de Santa Catarina), o Rio Grande de São Pedro (hoje, Estado do Rio Grande do Sul), e no sul da Província de Minas Gerais.
Vieram das ilhas do Pico, Santa Maria, Terceira, Faial, Flores, Graciosa, São Miguel, e muitos da Ilha da Madeira.
Dificilmente algum habitante dessa parte do Brasil deixa de ter antepassados com os nomes Goularte, Duarte, Garcia, Faria, Fagundes, Leal, Silveira, Rezende, Correia, Dias e assim por diante.
Aqui foram desbravadores, povoadores e fundadores de cidades.
A grande maioria dedicou-se à cultura de subsistência (milho, feijão, algodão, cana de açúcar) e criação de gado e tropa cavalar, numa época em que a fome era uma constante nas minas de ouro.
Deixaram suas marcas e seus costumes por onde passaram. Ainda hoje, acontecem festas populares e religiosas com o sabor dos Açores e o famoso costume de tomar água com açúcar para acalmar os nervos foi trazido pelos açorianos para o Brasil. As mulheres ainda tecem as rendas e bordam, como suas antepassadas. A hospitalidade açoriana é notada, principalmente em Minas Gerais, com a farta mesa de pães, biscoitos, queijos e doces para os que chegam.
Ainda em Minas Gerais, encontramos três irmãs que se tornaram figuras lendárias: Antonia da Graça, Júlia Maria da Caridade e Helena Maria de Jesus, que aqui ficaram conhecidas como “AS TRÊS ILHOAS”. Eram filhas de Manuel Gonçalves Correa e de Maria Nunes, vieram da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, na Ilha do Faial – Açores, e chegaram no ano de 1723. Antonia da Graça veio casada com Manuel Gonçalves da Fonseca e já com duas filhas: Maria Teresa de Jesus e Catarina de São José, Maria Teresa casou-se com Ignacio Franco e sua filha Helena Maria do Espirito Santo, casada com João Francisco Junqueira são os Patriarcas e marco zero da familia Junqueira no Brasil;
Júlia e Helena casaram-se aqui, com açorianos. A primeira com seu conterrâneo Diogo Garcia, e a segunda com João de Rezende Costa. Seus descendentes espalharam-se pelos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná, enfim por quase todo o centro-oeste brasileiro.
O berço da família Rezende, no Brasil, é a fazenda do Engenho Velho de Cataguás, no actual município de Lagoâ Dourada (Minas).
Foi ali, naquele velho solar, que se estabeleceram na segunda decada do século XVIII João de Rezende Costa e sua Mulher D. Helena Maria de Jesus, encontraram-se em Prados, Minas Gerais, Brasil e casaram-se em 03 de Outubro de 1726. Trata-se de um dos importantes grupos mineiros, de abastados proprietários rurais, membros da chamada «aristocracia rural cafeeira», e atuantes na história política do Brasil.

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